domingo, março 13

E já temos pratos!! 
Em relação à casa, pois...nós vimos, e pela primeira vez vimo-nos a morar numa casa. Agora, para ter novidades o senhor terá que ceder ao nosso pedido, senão, a busca continua.

sábado, março 12

"Para quê? Não muda nada!!"

Por esta hora milhares de jovens estarão na manifestação da geração à rasca, muitos mais poderiam lá estar se não usassem a velha frase do "para quê, não muda nada". De facto não muda. De facto não resolve nada e até me questiono se tudo isto valerá a pena?! Vivemos num país de velhos costumes, onde os nossos políticos incentivam o uso de transportes públicos e eles são os próprios a terem cada um o motorista à sua espera à porta de casa todas as manhãs. Sim nós somos uma geração que não tem a vida facilitada, mas também existem aí uns quantos tresmalhados do rebanho que gostam da vidinha deles tal como é, sentado num qualquer café à espera que o rendimento ou o fundo de desemprego chegue aos seus colos ao final do mês. E a estes quem vai mudar as mentalidades para que possamos fazer algo de efectivo para alterar as nossas condições laborais, precisamos de estar todos e unidos há procura de respostas e torná-las realidade, em vez de estarem uns a manifestar enquanto outros passam as suas tardes de sábado como sempre, possivelmente ainda a trabalhar para à noite irem gastar os rendimentos e o dos pais em copos. Eu não sou contra a manifestação, aliás gostaria de lá estar, mas infelizmente a esta hora estou alapada em frente ao pc a trabalhar. Sim a trabalhar, porque não me venham com tretas de "ah, estive até a trabalhar até às 21h hoje", "ah, ando num projecto marado"...pois, mas quem se queixa de tudo isso, mesmo que não ganhe horas extras ganha em benefícios como dias de férias. E nós TF, eu até posso estar a ganhar relativamente acima da média nacional, mas verdade seja dita entre as 9h30 e as 20h estou em consultas para depois ir para casa preparar as sessões e essas horas, as indirectas, aquelas que ninguém valoriza e que estragam a minha sanidade mental não são remuneradas, antes pelo contrário gasta-se em papel, tinteiros e outros materiais que tal. Já referi que para ir tratar de coisas como segurança social ou até mesmo ficar doente sou penalizada seriamente no ordenado?! Já referi que muitas vezes em vez de vegetar no sofá sento-me sobre a cama a cortar e plastificar para preparar material...beneficiada por isso?!
Eu cá estou cansada de não ter as melhores condições de trabalho, entre um contrato a prazo e um contrato de prestação de serviços (que não passa de uma formalidade) isto não me permite ser um ser totalmente autónomo e independente como seria esperado de uma pessoa formada a trabalhar, e de quase 27 anos. Sim, porque o nosso país é de tamanha precariedade que embora possa provar que tenho formas de pagar a ausência de um contrato a sério, como pessoas crescidas impedem-me de comprar uma casa sem que o Spread dispare, faz com que tenha de comprar um carro em nome dos meus pais porque pessoas a recibos verdes nem pensar facilitar o que quer que seja. 
A quem esteja na manifestação não percam somente o fôlego a gritar mas a pensar em encontrar soluções para a precariedade em que vivemos. Porque algo tem de mudar, mais do que nos sentarmos no sofá há espera que outros pensem por nós e que gritem por nós, porque embora sejamos a geração à rasca, somos também a geração do "para quê, não muda nada".

sexta-feira, março 11

No Museu de História Natural estive num simulador que fazia a réplica do sismo de Kobe (Japão) em 1995, cuja intensidade foi 7.2 na escala de Richter e sei que nós as três que passámos por aquela situação controlada no museu ficámos algo assustadas e acima de tudo sensibilizadas para o que deve ter sido esse sismo onde morreram 6 mil pessoas. Hoje novo sismo abateu-se sobre o Japão, desta feita com uma intensidade de 8.9...nem quero imaginar o horror que aquelas pessoas estão a atravessar?!

quinta-feira, março 10

Coisas que quero fazer em 2011

Já em Março tive tempo para amadurecer a minha lista de coisas a fazer durante este ano, algumas estão a ser feito todos os esforços para as concretizar, outras faltam ainda uma série de coisas.

- Deixar crescer o cabelo
- Visitar as pessoas em Portalegre
- Fazer um seguro de saúde
- Deixar o cabelo voltar à sua cor natural
- Encontrar a nossa casa
- Fazer mais doces
- Ir ao planetário
- Organizar o material de trabalho
- Voltar às costuras (com mais frequência)
- Visitar as minhas pessoas no Amedo
- Ir ao museu do brinquedo em Sintra
- Passar o final do ano em NY
- Perder o medo de trabalhar de unhas pintadas
- Montar o meu próprio negócio
- Fazer um desporto
- Estar mais vezes com as "do costume"
- Ir ao Gerês
- Fazer uma massagem
- Comprar os presentes de natal com um mês de antecedência
- Fazer compras de roupa/calçado em saldo
- Tirar um mestrado ou uma pós
- Ter um cão
- Ter mais tempo para mim
- Fazer uma bolsa para o meu telemóvel e terminar a minha mala
- Fazer uma limpeza de pele
- Praticar Yoga
- Inventar mais na cozinha
- Comprar as minhas próprias meias
- Levar o R. ao Zoo
- Fazer bolos decorados por mim
- Ser dadora de sangue
- Tirar mais um workshop de decoração de bolos
- Ter um cantinho de handicraft

quarta-feira, março 9

Recém chegada de Londres estou já preparada para fazer o balanço de uma cidade para a qual fui com as expectativas a zero...Hmmm, pois bem não desgostei da cidade, mas também não me apaixonei. Tem uma arquitectura e fachadas muito interessantes que me fizeram olhar bastante para cima e deliciar-me, a cidade é limpa e algo cuidada, os transportes funcionam relativamente bem independentemente da hora (se bem que as bilheteiras são uma grande treta), os enormes parques conferem uma qualidade de vida diferente da que estamos habituados. Mas vá eu confesso que não detestei da cidade, mas honestamente falta-lhe algo, um certo charme que não a correria de uma cidade que é apelidada uma das capitais mundiais, falta-lhe algum tacto e simpatia dos seus habitantes. Sim, isso é algo que ainda me causa urticária, a falta de simpatia ou vá, de pelo menos um sorriso dos ingleses, são uns idiotas chapados...excepto uma senhora da loja de roupa de criança e um senhor de uma loja de fotografia, os restantes com que me cruzei e a quem lançava um sorriso ou um "obrigada" simplesmente eram umas bestas. Às tantas deixei de sorrir e de agradecer pois daí só vinha alguma frustração minha com tamanha antipatia. Não me venham falar de cultura...badamerda para isso que para falta de educação não tenho paciência, pois não me esqueço da grande besta que me ia arrancando o ombro com um encontrão que me deu no metro e ao ver que fiquei aflita e olhando para mim não foi capaz de produzir qualquer som. Se tivesse que atribuir uma personagem aos ingleses seriam aqueles horrorosos que aparecem no filme do senhor dos anéis que apenas servem para as batalhas.
Aparte a minha má língua sobre os habitantes daquela cidade eu até gostei, mas sinto que gostaria de ter feito certas coisas, como sentar num parque um pouco a apreciá-lo, sentar numa pastelaria inglesa e lanchar uma daquelas delícias que apareciam nas montras...gostaria de sentir mais um pouco a cidade.
O inesquecível da viagem, as duas miúdas portuguesas a cantarem ópera no Covent Garden...amazing!
Terei de voltar a Londres para fazer o que me falta, além do já descrito ver o musical Wicked...ai, como eu queria!! 
Termino este texto dizendo que embora Londres tenha o seu "quê" de interessante, não me convenceu face a todo o alarido à volta desta cidade.
Vi este artigo de uma jornalista/blogger e identifiquei-me em pleno com as palavras dela...


Descobri tudo. Depois de dar muitas voltas à cabeça, de pensar porque é que faço parte da geração à rasca, já percebi onde é que está o problema. Os culpados foram os meus pais. É a eles que tenho de pedir contas por, aos 30 anos, estar longe, tão longe, do que imaginava em pequena. A culpa foi deles que me mandaram estudar. Que me disseram para fugir à mediania. Que me fizeram crer que a instrução era meio caminho andado para um bom emprego, um bom salário. Não te fiques pela licenciatura, filha. Não, aproveita e tira também duas pós-graduações e um mestrado, que o saber não ocupa lugar. E eu assim fiz, inocente, a achar que eles queriam o melhor para mim. Grandes trafulhas. Afinal não. Afinal parece que, depois de tudo isto, ainda tenho é de elevar as mãos ao céu, em jeito de agradecimento por ter arranjado emprego. Não interessa nada se nunca fui aumentada em anos, menos ainda se não ganho o que seria justo, o que mereço. Tenho é de anuir com a cabecita, olhar para quem ganha menos e sentir-me uma privilegiada. Como escreveu há dias a directora de um jornal, de que é que nos queixamos, se até ganhamos o dobro do que ganham os não licenciados? Olha-me estes, que só estudaram mais quatro ou cinco anos (no mínimo) do que aqueles que não foram para a universidade e agora acham quem merecem mundos e fundos. Pfffff! O pensamento é esse. A tabela nivela-se por baixo, nunca por cima. Temos sempre de olhar para quem está pior, nunca para quem está melhor. Faz-se a ode à pequenez, à satisfaçãozinha, ao “antes isso que nada”. 
E cá vamos andando, enrascados, pedindo a Deus que não nos deixe cair na teia dos recibos verdes e agradecendo com beija-mão um salário de três dígitos. Sacanas dos meus pais, que não me deixaram ficar pelo nono ano. 

Ana Garcia Martins

quinta-feira, fevereiro 24

Aguardo, espero ansiosamente, o coração acelera e eu desespero por um momento que nunca vai chegar. Aceitar o nunca tem sido o mais difícil. Aceitar que o tempo ajuda com tudo, não, não ajuda, apenas camufla e ensina-nos a lidar melhor com as situações. Mas a realidade é que se passou um ano, maldito ano! Tenho saudades dele, uma saudade profunda e dilacerante que me consome e me retira um pedaço da minha alma. A vida não deveria ser assim, as pessoas boas, deveriam ser quem mais tempo duraria na vida terrena. Estou cansada de balelas, mas há um ano que vivo num estado de negação tamanho. Embora saiba que sim, é real, ele não volta, eu continuo a meter na minha cabeça que apenas não o vejo há muito porque meus horários são demoníacos. Mas demoníacas são estas saudades e as recordações de uma noite que me mudou para sempre. Só eu sei, o que é estar em casa pacificamente a trabalhar e a minha avó bater-me à porta para irmos levar o meu avô ao hospital. Tudo após isso foi um filme de terror em câmara lenta. Os gritos de dor e os escassos minutos de lucidez para nos preparar para a sua partida, as suas palavras de adeus e o desvanecer nos meus braços como se esfumasse. Tentámos mantê-lo por mais uns minutos para que a ajuda chegasse, mas não deu, fomos incapazes de vencer a morte. Os que ficaram, tentam viver um dia de cada vez, mas ele faz falta, era mesmo boa pessoa. Era o meu segundo pai. Tenho saudades de lá ir a casa apenas para uma palavrinha e ficar horas à conversa de tudo e de nada. Tenho saudades!!

quarta-feira, fevereiro 23

Temendo fortemente o dia de amanhã e o que traz associado. Alguém pode adiar o calendário para a próxima semana? Ou vá, basta adiar para sábado. Não quero o amanhã, não quero mesmo!!!

Menina quer...

Estou in love por estes modelitos da Melissa, eu que era contra o conceito da marca, nada como me cruzar com o primeiro modelito e me perder de amores. Primavera chega rápido para começar a perder a cabeça! Se alguém vir estes modelos mas com o estampado do pequeno princípe que me diga por favor que esses são procurados por mim há algum tempo. Caso alguém queira ser ultra-mega-fofinho qualquer um destes aqui colocados é aceite, sendo que o modelo do Bambi apenas em cinza ou preto, número 38-39.
Obrigada!

segunda-feira, fevereiro 21

Se a maioria dos sortudos sai do trabalho e desliga, aqui a moi je, nada disso. Chegar a casa e entre o jantar e ir para a cama e estar com as pessoas existem algumas horas ao computador a preparar as coisas para as sessões, e estas horas quem mas paga? Ninguém!!
Para me manter acordada, nada como...